Natal e Recife (Du Caraleo!)

Ney Hugo | Macaco Bong


Assim que terminamos o último post, descemos do quarto do hotel, colocamos as coisas todas (haja tranquera) dentro da carrocinha que nos seguia atrás da van e rumamos a Natal. Saímos por volta de 9h da manhã. Eu não vi praticamente nada dessa viagem, varado da madruga fazendo o primeiro post.

Chegamos em Natal e fomos direto pro Sgt Peppers, a casa onde rolaria o evento. Ambiente bacaníssimo, com bar e restaurante, som em cima, com um único incoveniente: uma pilastra na frentona do palco que cobiu uns 3 Porcas Borboletas. Devido à hora avançada, nem deu tempo de passar em casa pra tomar um banho, necessidade suprida pelo Sgt Peppers.

O show de Natal foi muito bom para dar ainda mais clima pra turnê, pois as condições eram as mesmas de Fortaleza (meio de semana, público pouco acostumado com a situação…), mas pra nossa maravilhada surpresa, o evento lotou. Ficam aqui os agradecimentos ao Lado R (Renatinha Marques, em especial), que produziu o evento, e ao Coletivo Noize, ponto Fora do Eixo em Natal, que compareceu.

Findado o evento, fomos para “casa”, em Búzios. Chegamos em casa era cerca de 5h da manhã, com o compromisso de sair de lá às 7h para chegar a tempo da passagem de som da Feira Música Brasil, em Recife(PE). Mas deu tempo de aproveitar o nascer do sol sobre o mar. O quintal da casa dava pra areia da praia, e segundo relatos tinha até golfinho. O que os olhos viram contemplaram o desgaste físico.

Mas durou pouco… logo tomamos um café e saímos rumo a Recife, morrendo de sono, mas cheios de pique. Chegando em Recife fomos direto ao Marco Zero, pra passagem de som do Macaco na Feira Música Brasil. De cara já encontramos com o Astronauta André Frank, presente na técnica da Feira Música Brasil, garantindo o bem estar geral no palco. A passagem de som foi incrivelmente rápida e eficaz. Palmas pra equipe da Feira. Curioso: ao final da passagem, a equipe técnica do Sepultura veio pedir o nosso cd.

Nesse meio tempo, o Porcas Borboletas foi pro hotel, Carlinhos e Mayra foram pra casa (moram em Recife), e nós, após a passagem, passamos no hotel pra tomar um banho e dar uma entrevista pro My Space, que cada vez mais vem investindo no conteúdo televisivo via internet.

Poucas horas separaram o almoço/jantar da volta para o Marco Zero para o show. Tocamos antes de Mundo Livre S/A (jogando em casa) e Sepultura (Sepultura!), o que significava que a praça do Marco Zero estava mais do que lotada. Fizemos um show de 30 minutos, com uma ótima aceitação do público, e aos olhos de dezenas de profissionais da música de diferentes partes do Brasil e do mundo, que estavam ali pela Feira. Foi sem dúvida nenhuma um dos shows mais importantes da banda.

Ossos do ofício: em decorrência dos compromissos com a turnê não pudemos permanecer mais tempo na Feira Música. Mas ainda assim podemos encontrar vários parceiros, como Talles Lopes, Fabrício Nobre, Lucas (Coletivo Pegada), Sarah e Felipe (Massa Coletiva), além dos contorrâneos cubistas Pablo, Lenissa e Marielle.

Ficamos ainda um pouco até o final, que aproveitei pra assistir o Sepultura, imperdível né, uma das maiores bandas do mundo tocando ali na sua frente. Porem, por algum motivo que ainda não deciframos, o som do Paulo Xisto (baixo) não estava chegando denso como de costume. Quando o Dolabella entrava com o pedal duplo então, sumia tudo. Showzaço mesmo assim, mas que claro, poderia ser muuuuito mais pressão se os graves estivessem vindo na medida exata que consagrou a banda.

Curioso: Segundo o Markito (técnico de som da Agência Fora do Eixo), o Macaco Bong tocou mais alto que o Sepultura. Macaco: 132 db; Sepultura: 126 db. A gente deve ser meio surdo, vôte!   =p

Curioso²: Fabrício Nobre me contou que Paulo Xisto, foi pedir um cd do Macaco pra ele mostrando a foto que havia tirado de mim. Certamente orgulhoso de reconhecer traços de influências suas (nos trechos mais heavy) em bandas novas que vem se destacando na música brasileira.

O Andras Kisser falou bem à beça da gente na coluna que ele tem no Yahoo:

Muitas bandas novas – que eu nunca ouvi falar – também se apresentam. Uma delas, que tocou no mesmo dia do Sepultura, me chamou a atenção, foi o Macaco Bong, um power trio de Cuiabá que fez um show muito compentente e segurou a galera com um som instrumental vigoroso, com muita energia. Eles soam como uma banda da década de 70, com influências de Rush, King Crimson e Dixie Dregs. Muito bom! (veja o MySpace da banda).

Clique aqui e confira na íntegra o texto do Andreas


Enquanto isso, Porcas Borboletas e Burro Morto se apresentavam no Burburinho, no Conexão Vivo Off Feira (fotos acima). Segundo os caras “foi demais, super astral, com presença de muitos amigos e foi o show mais foda até agora da tour do Nordeste” (Jackinho Porcas).

Nesse dia finalmente podíamos dormir umas 6 horas. A próxima cidade (João Pessoa) ficava a duas horas dali. Embarcamos Macaco, Porcas, Mayra e Carlinhos. O Burro Morto já é natural de João Pessoa(PB).

Chegamos em João Pessoa e nos deparamos com uma surpresa. Tinha um palco na praça, do lado de fora do Espaço Mundo, casa de shows, bar e restaurante comandada pelo Coletivo Mundo, Ponto Fora do Eixo em João Pessoa. Ficamos sabendo que ia ter o show de uma banda de reggae. Mas nada que interferisse, era só começar os nossos shows depois do deles.

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