A passagem por Gauxupé

Gabriel Ruiz | Enxame | Tour Sudeste

O cansaço começa a bater. O cotidiano de viajar, tocar, passar som, dormir pouco, somado ao show em Bauru, baladona, que terminou bem tarde deu uma baqueada geral. O dia seguinte, em Guaxupé seria puxado, com viagem longa e passagem de som relativamente cedo (17h). Depois de um café do manhã reforçado, um bate-bola na estrada e de rodar mais 400 km, chegamos.

Parada estratégica para amenizar e alongar o corpo

Guaxupé tem cerca de 50 mil habitantes, mas parece bem maior. Percebe-se rapidamente que o comércio local é um elemento forte da economia local. Encontramos rapidamente o Teatro Municipal – lugar da 1ª Noite  Fora do Eixo na cidade, quinta-feira (15/4). Equipos, malas descarregados e uma rápida troca de ideias com um dos principais articuladores da cena local, o Douglas  Rodrigues, do coletivo Bee Rock. Douglas explicou que o Bee Rock tem hoje cinco pessoas no núcleo durável e outros três colaboradores. A Noite FDE em Guaxupé é um evento gratuito, produzido em parceria – firme, diga-se – com a secretaria de cultura. Além de disponibilizar o Teatro Municipal e o som, bancou as hospedagens “no melhor hotel da cidade” – contou-me o Marcos, irmão do Neto,  outro integrante do Bee Rock. Marcos é um cara muito bacana, curioso, perguntou um monte de coisas e agradeceu enfaticamente a presença da equipe, “porque aqui não rola muita coisa, é meio parado. Esses shows, com estas bandas é massa porque possibilita que as pessoas  conheçam bandas novas e essa movimentação que está acontecendo”, justifica.

O Teatro estava bem cheio, com vários adolescentes vestidos de preto, camisetas símbolo dos anos 90, como Iron, Nirvana e Guns ‘n Roses. Embora sentados, os shows foram vibe total. A acústica do Municipal deixa muita cidade que tem o triplo do porte de Guaxupé, no chinelo. Quem melhor tirou proveito foi o Burro Morto, que fez cada nota viajar, tocar cada pedaço de parede:

Caldo de Piaba: durante os shows rolou projeção no teto do Teatro Municipal

Antes do Burro Morto subir, Caldo de Piaba estremeceu as estruturas do Municipal com os timbres de Saulinho, guitarrista do trio acreano. Extremamente à vontade a banda arrancou muitos aplausos da platéia e, no meio do show,  uma participação especial. Saulinho convidou Haley, tecladista do burro Morto, para fazer a música “People One”.  O som, um funk swingado,  altamente dançante, ganhou uma versão inédita, mais uma jam da turnê, que você pode ouvir agora.

Haley e a participação especial com Caldo de Piaba, ao lado de Arthur, do Caldo de Piaba

Banquinha: sucesso em Guaxupé

A banda de produtos do Enxame Coletivo (uma sacola  com vários ítens)  integrou-se à turnê circulando por quase todas as cidades visitadas (a partir de Bauru). Em Guaxupé e Franca muitos produtos foram vendidos, esgotando parte do acervo da banca. Na cidade mineira, por exemplo, o CD “Visagem” da Cabruêra, vendeu seis exemplares e outros cinco do Caldo de Piaba (e só não vendeu mais porque não tinha outros exemplares). Além disso, saiu um CD do Boddah Diciro, Macaco Bong e Porcas Borboletas, bottons, chaveiros e adesivos. O Burro Morto com certeza teria vendas bacanas, mas a banda viajou desprovida de material. Em Guaxupé, a banquinha ficou a maior parte do tempo sob a responsabilidade de Adeline, colaboradora do Bee Rock, que teve bastante habilidade para negociar, trocar ideias e viabilizar a estrutura da banca. Mandou benzasso.

As bancas Fora do Eixo são instrumentos importantes para o escoamento de CDs, zines, roupas, acessórios etc, que se utilizam de sua grande circulação para distribuir os produtos. Em vários coletivos é um dos principais geradores de receita.

Jantar regado, descanso merecido
Às 23h Cabruêra encerrou o show e meia noite migramos para um restaurante parceiro do Bee Rock, com comida farta, bife, arroz e feijão, couve-flor gratinada e salada, com coca-cola. Delicioso. A refeição nesse esquema,  mais completa, é ideal, pois o desgaste dos meninos é alto. Fica a dica.
Logo em seguida, o merecido descanso, no hotel Class, bastante confortável, banho quente, TV à cabo, internet (bem lenta, contudo). A maioria de nós não acordou para o café da manhã e no dia seguinte o destino era Franca, onde fomos muito bem recebidos, carro stile do Carlos, comida caseira da sogra do Clóvis, recepção rica e mais estórias para o próximo capítulo.

Bee Rock é foda! (só faltou o Rafa, que bateu a foto)

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