Caldo de Macaco Morto

Texto: Gabriel Ruiz | Enxame | Tour Sudeste
Vídeo: Gabriel e Rafa Rolim


A passagem por Uberlândia, décimo dia na estrada (20/4) marcou o cruzamento de duas turnês do Fora do Eixo. A banda Cabruêra se despedida da tour com um show homérico, epifânico em BH, no Parque Municipal, pelo festival Conexão VIVO, enquanto Caldo de Piaba e Burro Morto seguiam caminho, agora com o Macaco Bong  à bordo. “A gente entrou na van que eles já estavam e aí uma turnê se mesclou com a outra, nos encontramos em Minas e continuamos circulando pelo estado” – comenta o baixista do Macaco Bong, Ney Hugo.

Novamente uma turnê dos bichos (piaba, burro e macaco) e mais: uma tour instrumental, veloz que abarcou apenas duas cidades: além de Uberlândia, Patos de Minas.

Partimos bem tarde da capital mineira, o que acabou atrasando todo o planejamento da Noite Fora do Eixo Uberlândia, passava das 23h quando a van encostou. Correria. Banho, e-mail, jantar (arroz tipo grego, com ervilha, carninha e linguiça) e salada (que acabou não dando para toda a trupe) e coca-cola trincando.

O GOMA não estava nem cheio e nem vazio, noite de terça, véspera de feriado de Tiradentes. Perto da 1h o trio Caldo de Piaba subiu e como de praxe abriu com “Moliendo Cafe”, incitando dancinhas na pista. Os três shows foram razoáveis (com relativa queda da qualidade em relação as apresentações na capital mineira), com destaque para o Macaco Bong que arrebentou mesmo com os dedos e as mãos de Kayapi (guitarra) e Inayã (bateria) calejados de tantos shows, ensaios e a gravação do DVD “Macaco convida”, ocorrida no dia anterior. O público conheceu Bróken Chocolate Bread, música nova ainda não gravada. Quando anunciaram o fim do show, restaram outras duas músicas longas, destruição total.

O Burro Morto subiu em seguida, pra lá das 3 da matina e grande parte dos presentes esvaziaram consideravelmente o bar – fator que tirou um pouco do ânimo dos paraibanos. O quinteto fez o set mais curto de toda a tour – reflexo não só do caráter da noite, mas do cansaço da viagem, que durara quase nove horas de aperto, calor e algum estress com o motorista e seu GPS corneta. O motorista aliás, seu Joaquim, ou seu “Joca”, para os mais chegados, é personagem de um capítulo (Patos de Minas) à parte desta turnê.

Dizem que se até a passagem pelo GOMA, niguém entornara durante a viagem, dali não passa. Desviei de algumas balas e almas perdidas, mas a maioria acordou de ressaca nas quentes horas da manhã seguinte, quarta-feira. Com menos de 5 horas de sono, café da manhã na casa da Biba (goma), película do Michael Jackson e outras 4 horas na estrada desembarcamos em Patos de Minas, onde a turnê viveu 5 intensas horas.

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