Diário de bordo turnê RINOCERONTE

Por Paulo Noronha | Macondo Coletivo | Agência Fora do Eixo

VIRADA CULTURAL (São Paulo)

A Rinoceronte fugiu de Goiânia antes de finalizar o disco para participar da Virada Cultural de 2010 na capital paulista no dia 16 de maio. Junto com mais (14?) bandas de todas as regiões do país integrou o ‘casting’ de artistas independentes que realizaram seu show no palco da ABRAFIN localizado na rua Casper Líbero. A rua contou com dois palcos independentes que ficaram opostos, um em cada ponta do largo, contando com milhares de pessoas transitando durante as 24 horas ininterruptas de atividades da Virada. O Rinoceronte subiu no tablado as 15:50, sendo a penúltima banda do palco, realizando seu show autoral com 40 minutos de duração. Teve a sorte grande de ter o som em perfeitas condições para a realização da apresentação. Isso tudo porque no primeiro dia da Virada muitas bandas foram prejudicadas por um problema técnico de alimentação de energia que ‘cortava’ o som dos PA’s a todo instante, como a Camarones Orquestra Guitarrística e a Black Drawing Chalks, duas bandas parceiras que tiveram alguns contratempos. Vale salientar que problemas técnicos não foram exclusividade do palco da ABRAFIN (inclusive o show do Livin Colour, que era uma das maiores atrações do evento senão a maior, teve um som medíocre no começo de sua apresentação e que só foi ficar ‘decente’ lá no meio do show.

LANÇAMENTO AGÊNCIA FORA DO EIXO

Na segunda feira pós Virada Cultural aconteceu em São Paulo o Lançamento da Agência Fora do Eixo no espaço onde funcionam a sede do Coletivo Amerê, o estúdio Lamparina e o Escritório Fora do Eixo em São Paulo. A estrutura é incrível e na festa além dos convidados rolaram jams e shows curtos no estúdio de gravação que fica no segundo andar da casa. A noite rolou num clima muito bacana, muitos papos com Foca, Kayapy, Ynaiã, Ney Hugo, Saulin, Miúda, Di Deus, Sadi, Otto, Dani, Caio, Capilé, Denis, Vitor, Renato, Douglas, Chicão, enfim, não temos como enumerar tudo aqui. O que ficou é que a perspectiva de crescimento e sucesso é latente e positiva, algo massa de ver, algo massa de participar. Falar pela lista de e-mails é completamente diferente de falar olhando no olho. Assim se conhece realmente as pessoas. Dentro dessa ótica acaba-se fazendo muitos amigos e parcerias valiosas.

Como se não bastasse ainda aproveitamos demais vendo Macaco Bong, Caldo de Piaba, Chicão, Black Drawing Chalks, Aeromoças e Tenistas Russas, Mini Box Lunar, tudo junto misturado numa jam massa pra caramba.
Nos sentimos realmente contemplados. Somos parte disso.
Grande conquista do Circuito, comemoração em alto estilo, confraternização importante e fundamental pra continuidade positiva e ascendente do Fora do Eixo.

FINALIZAÇÃO DISCO

Após voltarmos de São Paulo, aportamos direto em casa de Eline da Monstro Discos, onde já tinhamos ficado 8 dias até ir pra São Paulo e deixado parte de nossa bagagem. Encontramos Caudia, nossa parceira do Macondo Coletivo e que veio para fazer a cobertura dos shows de Goiânia, Anápolis e Brasília, além do processo de finalização do disco. Após pegar nossas bagagens na casa da Eline seguimos para o hotel e em seguida colamos no Rocklab pra finalizar definitivamente nosso disco.
Como sempre, mestre Gustavo Vazquez nos recebeu de forma sensacional, com sua personalidade cativante e bom humor de sempre. Não demorou já estávamos trabalhando nos últimos retoques da gravação.
Enfim com o disco quase pronto, seguimos para o hotel preparar para o show no Bolshoi, abrindo os trabalhos do festival Bananada 2010.

19/05 – FESTIVAL BANANADA – Bolshoi Pub (Goiânia-GO)


Pela primeira vez a Rinoceronte participa do Festival Bananada, em Goiânia. Um dos mais importantes festivais da atual geração da música brasileira. E chega com responsa: headliner da primeira noite do festival, que rolou no Bolshoi Pub, casa tradicional da capital goiâna. A primeira noite teve também a participação das bandas Brown-Há (DF) e Mersault e a Máquina de Escrever. Noite fantástica,lugar bacanão, galera massa na platéia, muitos amigos de Goiânia e uma festa que rolou até as 6 da manhã.

FINALIZAÇÃO DISCO II

Depois da cacetada que foi a primeira noite do Bananada onde acabamos no quarto do Hotel com Cesar e Gustavo (respectivamente guita e baixo da MQN, banda clássica de Goiânia, mais os amigos Babu, baixista da banda Rollin’ Chamas, de aniversário no dia e Edimar, grande fera, integrante da Space Monkeys de Goiânia também e mestre na técnica de palco.
Após uma dormida, suficiente apenas pra recarregar 20% da pilha no máximo, seguimos para o Rocklab novamente pra definitivamente fechar a gravação.
Mestre Gustavo mostrou as armas e deixou o disco com a nossa cara, do jeito que tinha que ser. Rinoceronte é uma antes e outra depois da passagem pelo Rocklab.
Tristeza na despedida aos mestres Gustavo Vazquez e Luis Maldonalle e vontade de voltar muitas e muitas vezes.

20/05 – Show c/ Camarones Orquestra Guitarrística – PAU BRASIL (Anápolis-GO)


A rinoceronte devido ao processo de finalização do disco que só se deu por encerrado na noitinha dessa quinta chegou em Anápolis apenas as 22:30h aproximadamente. De cara já topa com a galera do Coletivo Pequi, com a galera das banda Evening e Novos Vinis (que também fazem parte do coletivo) e com a Camarones Orquestra Guitarrística, que também acabara de chegar de viagem e já estava em função da passagem de som. Quando pensamos que já iriamos dar uma descansada percebemos que a Camarones já estava tocando pra valer, mandando bala! rsrs.. Não teve muito arrego e logo o Rinoceronte também teve que fazer o seu serviço. O público razoável, porém não menos animado, curtiu bastante as duas bandas regados a muita cerveja gelada! Cerca de 80 pessoas (+-)  compareceram pra curtir a noite Fora do Eixo. Uma coisa marcante da noite (que não podia passar despercebido) foi a seleção musical dos intervalos entre os shows, recheada de hits dos ’80, como o tema do ‘Clube das Mulheres’ (é mole?) de uma novela global que não lembro mais o nome.. também vários sucessos de Michael Jackson até chegar em ‘A pipa do vovô não sobe mais’.. Remember yesterday.. O Dj estava inspirado.. rsrs.. Até que chegou o Iuri e acabou com a alegria do brother, metendo o rock! A noite foi muito agradável, especial e curiosa, pois reuniu bandas vindas de extremos do nosso país de dimensões continentais: Rinoceronte, vinda do Rio Grande do Sul, e a Camarones, do Rio Grande do Norte, se encontrando no centro do Brasil (bacana, não?). Agradecimentos especiais para a galera do coletivo Pequi que foi muito hospitaleira, tratando-nos muito bem e sempre ali na parceria. Agradecimentos também para a mãe da Nowhah, que fez um rangão muito no capricho pra galera. Abraço Rinoceronte!

21/05 – FESTIVAL MARTELADA – GATE’S PUB (Brasília-DF)

Depois daquele almoço da pesada em Anápolis a galera ficou meio ‘abalada’ (rsrs) na tarde ensolarada da sexta-feira e acabou perdendo o ônibus que sairia as 16:00h rumo a Brasília onde tocaria a noite no segundo dia do Festival Martelada realizado pelo Coletivo Esquina. Só conseguiu sair no bus das 17h00 e desembarcou no planalto central por volta das 20h00. A partir daí foi uma correria. Havia um programa ao vivo na rádio Cultura FM as 22h00 para se falar do festival, das bandas e até tocar um som da galera. Estavam presentes Rinoceronte e Gandharva (PE). Quem também fez presença foi a ‘companheira coletivar’ Claudia Schulz, que fez um vídeo da entrevista. Após a banda foi se alojar e rangar no ap do brother Marcelo, da banda Enema e também do coletivo Esquina. Com essa  correria toda a banda não pode assistir aos shows de Trampa (DF) e Dom Capaz (MG), conseguindo ver apenas Velhos e Usados (DF), que por sinal fez um puta show! A Rinoceronte encerrou a noite, subindo no palco poor volta das 01h30. Não sei se foi a acústica da casa ou o trampo da galera da técnica, mas o som estava muito bom, creio que o melhor do 4 palcos até então tocados pela Rino na Tour FDE, o que consequentemente ajudou muito na performance, sendo eleito o melhor show até o momento. Agradecimentos especiais para o Fernando Jatobá e Kameni Kuhn, que além de fazer o nosso traslado foram super prestativos e camaradas. daqui de Brasília a Cláudia, do Macondo Coletivo retorna para o sul, depois de cobrir as noites de quarta (Bananada-Goiânia), quinta (Anápolis) e sexta (Martelada-Brasília) dos shows da Rinoceronte. Valeu Cláudia! Maiores informações sobre o Festival Martelada em: www.coletivoesquina.wordpress.com . Abraço Rinoceronte!

22/05 – Show com Nublado, Camarones Orquestra Guitarrística e Sex On The Beach – Espaço Cultural Goma (Uberlândia-MG)

Neste dia em Uberlândia vários momentos massa, tanto em relação ao show quanto em relação ao próprio coletivo que já há anos tem muita visibilidade e consistência.
Chegamos a tarde no Espaço Goma. Em certos aspectos bem similar ao Macondo Coletivo, estrutura parecida e acabamos também nos sentindo em casa.
Depois de 3 dias sem dormir direito, com o corpo pedindo descanso, fomos para a casa da Biba, juntamente com o pessoal da Invasão Paraibana, Nublado e Sex on The Beach.
Hospedagem maravilhosa (aliás, a hospedagem solidária tem sido uma experiência fantástica e temos sido muitíssimo bem recepcionados em todos os lugares) banho, descansadinha e bora pro Goma fazer o rock funcionar. A noite foi bacana demais, receptividade bacana do público, muitos amigos novos e oportunidade de mergulhar no coletivo e ver como funciona, hábito que estamos carregando por toda a tour. Oportunidade também para ver o Goma Card em funcionamento o que sempre é muito legal também, ainda mais pra gente que tem como meta a implementação da moeda solidária do Macondo Coletivo.
Enfim, dormir que tem mais no outro dia. Almoçamos na casa de Biba, junto com sua mãe e seu irmão, Enzo do Porcas Borboletas, várias histórias e clima família total.
Apóa breve descansinho, bora pra rodoviária pegar busão pra Uberaba. Mais uma etapa concluída.

23/05 – Show com Jéssica Valeriano, Nublado, Sex on The Beach, Uganga, e Nekrotério (Uberaba-MG)
Chegamos atrasados de novo, depois de perder um ônibus de Uberlândia para Uberaba, o que nos fez chegar direto para o Palco do AeroBar, enquanto rolava o show da Sex on The Beach da Paraíba. Era o primeiro evento do Coletivo Megalozebu neste espaço, o que gera sempre uma expectativa ansiosa, mas acabou muito bem a tarde/noite com a impressão de que as próximas serão muito melhores. O coletivo Megalozebu acaba sendo o primeiro em que vimos só mulheres planejando, executando, enfim, trabalhando em prol da cultura de Uberaba. Ótima experiência, receptivo funcionando a pleno, organização de primeira. Felizmente pra nós, a tônica da tour tem sido a boa recepção.
Enfim day off, Temos que ir pra Ribeirão Preto, onde a tour continua na terça.

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