Em São Paulo

por Isis Maria Minera

Saímos de Ribeirão cedinho e dormimos a viagem toda. Já na babilônia, fomos buscar bateria e um amigo dos Tourton que se apresentaria com eles, Vitor Araújo, pianista. E Vitor trouxe o sorriso da manhã: uma reportagem no Estado de São Paulo, o Estadão, sobre o show no Centro Cultural São Paulo.
Esses meninos não páram de falar um segundo, a não ser quando dormem, e los Conejos tambien, mas eles precisam se comunicar pra se acostumar com a língua. Já chegamos no ponto de responder “si” ai invés de sim às perguntas.
Tourton entregue no CCSP, fomos ao Amerê, coletivo da capital que fica no estúdio Lamparina, nos encontrar e dali decidir o que fazer até a passagem de som. Acabei ficando lá enquanto Bruno, Deby, Caio e Dani faziam reuniões e ensaios (Caio canta numa banda! ) e los Conejos partiram com Lucas pra começar a noite. Perto das 19h30 fui com Dani pro Stúdio SP e consegui ainda ver la prueba de sonido do Macaco Bong.
Antes da noite começar ainda chegaram os Aeromoças e Tenistas Russas, Jovem, Felipe e Daniela do Massa, Gabriel e Laura do Lumo e Renata, uma amiga que morou em Bauru e está trabalhando na capital. No boteco do outro lado da rua, cervejas, conversas e a sensação de estar em casa, mas com uns 5 sotaques diferentes. Os meninos do Joseph Tourton chegarm depois, a tempo dos shows.
Aeromoças eu sou suspeita, a cada apresentação eles ficam mais finos, redondos, entrosados e gostoso de ver no palco. Ainda me impressiono com as caretas do Nilo, o baterista, que vira os olhos em determinadas horas, o que torna aquele momento deles uma troca única com o ambiente e a música. Entrega total.
Depois do show, e de ser barrada umas duas vezes na entrada do camarim por uma segurança muito mal humorada por causa de uma pulseira apenas, fui tentar conversar com Bruno do Amerê sobre o nosso trabalho no Fora do Eixo Card e demos um passo, mas não conseguimos terminar. Me sinto na dívida ainda. Não tendo entrado no camarim, Matias me trouxe a camera pra filmar e fotografar os Falsos Conejos. Hoje a luz tava muito ótima e não precisei fazer um milagre com a Cyber Shot de JuanK, as fotos ficavam com efeitos sozinha, porque o lugar assim o fazia. Todo mundo em pé, coladinho no palco vendo os três, Juan que não pára de se mexer era um que despertava curiosidade e alguns risos. Matias cai na gargalhada às vezes na bateria e Leandro fecha os olhos, inclina a cabeça e toca, toca e toca. E a música hipnotiza quando separada da performance no palco. Muitas palmas no final.
Essa hora eu já tinha a pulseira que permitia entrar no paralelo universo do camarim, que só me dava na real a vantagem de poder fumar sem ter que pagar a conta e ir na calçada.
Entre fotos e cervejas e amigos, vi Macaco Bong, desejinho pessoal, que ainda não havia visto ao vivo e é foda. Ponto.
Pouco tempo depois de acabar o show, já fomos levantando acampamento pra armá-lo de novo, porque dessa vez estávamos em muitos, mais que só a turma da van, mas acredito que todos muito satisfeitos, porque a noite havia sido sensacional. E ainda tinha estrada pra Bragança Paulista no dia seguinte.

 

 

Juan do Falsos Conejos

Eu e Juan, fim de noite no camarim

Decoração do Stúdio SP

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Uma resposta para “Em São Paulo

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