Em São José do Rio Preto

por Isis Maria Minera

 

Saimos de São Carlos perto das 14h, depois de uma boa noite no Massa Coletiva, sempre acolhedor e grande parceiro, além de estar envolvido até o fim na produção dessa tour e partimos pra Rio Preto. Recarregadíssimos, André havia matado saudades da mulher e dos filhos e ali eu senti um pouco o baque de estar muito tempo fora de casa: são 6 anos fora da casa da minha mãe e um mês do coletivo. Apesar do Massa ser sempre um porto seguro, desejei várias vezes minha mãe e meus fióti de Bauru ali, compartilhando as boas coisas que estavam acontecendo.

Almoçados (e aqui devo dizer que estraguei o almoço com um macarrão barato que ficou, segundo Diogo, “unidos venceremos”), partimos. Chegando lá no Vila Dionísio, muito calor, esperamos um pouco o técnico e da-lhe passar som. Enquanto isso, internet a rodo, hora de atualizar o mundo e por vida em dia. Mas não deu, só consegui mandar fotos dos shows anteriores, nada de texto.

Os nossos companheiros alegres, Os Rélpis, também estavam lá e depois de jantar, banho no hotel. E que hotel, tinha piscina! Imagina o que isso não faz com 9 pessoas, que estão numa van há mais de uma semana?

Voltamos ao Vila, e uma bizarrice me aconteceu: enquanto fumava na porta, uma amiga da faculdade passou de carro, me viu e parou. Há quase um ano não há via, a última vez foi lá mesmo, na cidade, quando eu e mais dois amigos fomos visitá-la. Acabei que conversei muito e perdi uma parte do show do Rélpis, mas ainda tive tempo de vender cd’s deles. Agradaram demais com sua música pra cima e seu figurino colorido.

Em seguida, Tourtons e Conejos fizeram ótimos shows, mas as pessoas ficaram sentadas e não daquele jeito catatônico, como aconteceu com alguns em Bragança, mas meio que desligadas. Era como se as bandas estivessem fazendo som ambiente, sabe. E não que não tenha sido bom, mas me dá a impressão de que elas não estão ali assistindo. Me incomoda isso, mas cada público é único, e ali, eles eram mais contidos.

Acabado, saímos e fomos comer e então eu forcei um pouco a barra com os meninos, pilhando pra irmos embora, e pra sairmos cedo de lá. E eles queriam ficar, descansar, aproveitar a piscina, porque não? E por um momento eu não consegui entender que o motorista também precisava dormir mais e que seria bom ficar mais tempo, que não prejudicaria nada o dia seguinte em Sorocaba. Fiquei com a sensação de mal estar, mas Leandro sentou comigo e ficamos conversando muito tempo. E ali um estreitamento de convivência e confiança importante aconteceu, me tranquilizando e me mostrando até que ponto ir e onde flexibilizar sem perder o controle. E não no sentido dominador da palavra, mas de não desandar um planejamento de meses.

No outro dia, me desculpei por ter tentado ser perfeita e ter sido idiota, mas todos haviam entendido minha preocupação e mais uma vez a convivência e respeito adquirido com o passar dos dias se mostrou presente, fazendo a manhã ser bem agradável, com café da manhã e piscina antes de mais estrada.

 

Nosso pequeno pedacinho de paraíso

Tourtons

Conejos

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