Em Paraibuna

Por Isis Maria Minera

Chegamos a Paraibuna perto das 17h, e foi fácil encontrar o lugar. Cidade pequena, com cara de beira de praia (e é, fica a 40 min do litoral), tem represas, muito verde, casinhas lindas e antigas, parece cenário de novela de época da Globo. Fora a praça da igreja, bem no centro, mais cara de interior impossível, com coreto e banquinhos de namorados. Conhecemos o espaço, Fundação Cultura, a igreja, a câmara municipal dando apenas um giro de 360° no próprio eixo,  mas muito legal. Comemos bolinho de chuva com café e fomos pegar um banho na casa de Joel, uma espécie de chácara fora da cidade, mais cara de praia ainda, cheia de grama, recebeu um futebolzinho (sem comentários) entre Brasil e Argentina, redes e um clima tranquilo, que saimos e deixamos tudo aberto. Nem vi se tinha porta na verdade. Pé de mamão, cercada por pinheiros, no alto de um morro. Pensei seriamente em morar ali.
Voltamos a cidade e nos encontramos com a galera do Maieutica, coletivo de lá, parceiro de regional, que nos recebia e em 15 minutos o Tourton foi tocar. No salão nobre da Fundação, que durante o dia recebe alunas de balé e outras atividades, tinha uma decoração de chita e flores que dava uma destoada do som, mas que não impediu as palmas das quase 150 pessoas que enchiam o lugar, compenetrado. Em especial no show do Conejos, mais denso. Uma corda estoura e um minuto de silêncio não causou nenhum problema. E em especial um garoto, boquiaberto, imóvel o tempo todo.
Muitas fotos sendo tiradas, Lari do Maieutica filmando e Aline, também do coletivo, me tirou do show duas vezes pedindo mais cd’s e camisetas pra banquinha, de ambos. E palmas, muitas palmas.
Terminado o show, a galera precisava ir embora, no outro dia todos trabalhavam. Nós também, mas podiamos dormir até mais tarde. Voltamos a casa de Joel pra comer, e ai rolou mais um daqueles momentos onde a ausência de uma câmera foi extremamente sentida: Leandro conzinhando, e dando dicas, como com a sobra da salcicha, se faz copetin (que pra nós é uma porção) e não pode ter número par de pedaços porque dá azar, ou Juan mudando o computador do Joel pra Linux e ainda Matias ensinando muitas coisas sobre mate pra André, nosso motorista. Aliás, mate e House (a série) são o mais novos vícios adquiridos nesses últimos dias de viagem.
Muita conversa, sobre caixa coletivo, dedicação exclusiva, vida, faculdade, outros coletivos, essa turnê, musica e mais uma série de assuntos. Cama.
Não fomos à famosa bica, onde quem toma a água fica, porque 6 horas nos separavam de Bauru. Dá-lhe estrada.

Relógio da igreja no centro de Paraibuna

Quase nativos...

Público atento de Paraibuna

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Uma resposta para “Em Paraibuna

  1. Adoramos a visita, o show foi maravilhoso . E como todo Paraibunense (rs) que é receptivo por nascença disponho nossas casas pra receber vocês quando quiserem . Ah e precisam vir coom tempo e passa pela bica :).
    Muita Luz

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