Em Vitória da Conquista

Por Isis Maria Minera

8h da manhã, incrívelmente, todos prontos, de banho tomado, café no estômago, menos o novo motorista. André precisava voltar a BH e nós entulhamos o pequeno saguão do hotel com nossas coisas, que não são poucas, e esperamos… 9h chegou Alan, dizendo que o motorista estava a caminho e que precisava dos meus documentos pra liberar a van. Meia hora depois chega Célio, a van e a carretinha, que daria mais espaço no carro pra gente.
Pra economizar com almoço, compramos pães, queijo, molho, maionese, salame, tomates e outros ingredientes e ali nasceu Avnerburguer – pão de caixa, queijo, salame, batata palha e molho bolonhesa, o toque do chef. Aliás, Avner é sempre lembrado nos shows e agradecido. Obrigado, Avner ( que quer dizer Adalberto Venâncio Narciso Ernesto Ricardo).
Garoa fina caindo e partimos, quase dez horas, e conforme nos aproximávamos do NE o clima ia mudando. Sol, céu azul, um calor invadia a van, sem ar condicionado e suávamos loucamente a caminho de Vitória da Conquista. 640 km pela frente, diferente das estradas mineiras, essas não eram assustadoras, não visualmente. Muito verde, muita terra, bonito. Mas a quantidade e o tamanho dos caminhões… ultrapassagens surreais e uns dois acidentes feios. Mas a nossa viagem foi bem tranquila.
Com 8h de viagem, além de dormir muito, na falta de House, assitimos “ O 7° selo”, de Bergman e reggae nos últimos 100km. Célio, o novo motorista, tem um sotaque mineiro não tão carregado, mas fala tão rápido que nem eu entendo às vezes. Matias não entende nunca.
Chegamos ao Hotel Chapada Diamantina e enquanto os meninos esperavam Gilmar pra entrevista na rádio, Juan, eu e Laga fomos ao banco e dar uma volta no centro. Como todos os dias pra gente são sábados, parecia normal o movimento no centro da cidade. Compramos mangas frescas mas Juan não encontrou um par de chinelos, perdeu os seus não sabe onde. Janta, banho e bora meu pirraia, show.
O Viela Sebo Café é um lugar lindo, uma frestinha estreita e bonita, com livros, mesas e os cafés tradicionais e com bebidas, mas o dinheiro já tá curto, ninguém provou nenhum.
A Contra Banda abriu e eu e Gilmar, do Suiça Bahiana, coletivo local ,demos um entrevista pra uma simpática mocinha, Renata, prum site da cidade, sobre a turnê e sobre o Fora do Eixo, que sempre deixa as pessoas embasbacadas.
Corrida de olhos por e-mails e Joseph Tourton foi tocar, muita gente assitindo, mas clima estranho, parecia que não era pra isso que as pessoas estavam ali. Conejos tocou depois e foi bacana também, aqui foi um dia que não consegui encontrar nada de diferente/ surpreendente no público, mas os shows continuam impecáveis.
Um papo depois das apresentações, rápido, fomos embora, no outro dia, o lugar onde passamos mais tempo nos últimos dias, estrada, estaria ali, com mais 500km até Feira de Santana.

 

Viela Sebo Café

Conejos

Diogo, Joseph Tourton

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