Em Salvador

Por Isis Maria Minera

O plano era sair de Feira de Santana às 8h, chegar a Salvador às 10h e praia até o almoço, mais praia e show às 16h. Mas saimos às 10h15, chegamos perto das 12h e até encontrarmos o lugar deixaríamos a carretinha, com o sistema GPS (gente, pessoas e seres) de Célio, que para a cada três quarteirões pra pedir informações, ainda com as orientações de Cassinha, do Quina Cultural e Carlinhos, já batiam 13h30 no relógio.

Ao chegar no estúdio de Carlinhos, junto com o bar onde seria o show, fomos recebidos com caldinho de feijão de Dna. Neuza, uma baiana arretadíssima, baixinha, que não fala duas vezes e dá nome ao bar. Ali também conhecemos Dimmy Drummer, que estava na função pra arrumar as coisas naquela tarde. No fim, PRAIA!!!!!! Pra galera de Recife, sussa. Pros argentinos, festa, pra mim, matar saudades, não via o mar há 7 anos. Mergulhos, uma bodiada na areia, já que deixamos tudo na van, que foi estacionar e não voltou, e voltamos pra casa de Dna. Neuza, pro almoço. Cabeleira altíssima.

Outra recepção sensacional: uma panela de feijão gigante (quanto mais subimos, mais feijão comemos, mais pimenta conhecemos e mais Juan não se conforma e vai diminuindo os pratos) com linguiça, arroz, salada, farinha e cervejas, muito geladas. Disse que poderia morar em Paraibuna, mas poderia mais ainda morar aqui. Só que ia sentir falta de couve e torresmo. Imbatíveis.

Sol caindo, galera chegando e Carlinhos me disse que todo domingo acontece ali o “deixe o Faustão falando sozinho”, e nesse dia, além da tour, ia rolar Tem Trio. Das bandas que tocaram junto, essa foi a que mais casou, era um trio instrumental.

O espaço Dna. Neuza é decorado com fitas e vinis que pendem do teto, com uma árvore no meio, palco no canto, de frente pra rua, cartazes de cerveja, desenhos de instrumentos musicais nas paredes, e aconchego. Unanimidade quando perguntados se gostaram.

Quando se pensa na Bahia, Salvador mais especificamente, o axé e um monte de gente se remexendo pode ser uma das primeiras coisas que vem a mente. Mas pré conceitos a parte, ali, entre shortinhos e camisetas de futebol e bandas, as únicas pessoas dançando eram dois senhores, do começo ao fim do show dos Conejos, depois Caio me disse que eles já dançavam na passagem de som do Tem Trio. O restante, naquela paralisia que repito a cada texto, que não deixa você se mexer ao ouvir a música.

Tourtons também fizeram sr. Menezes e seu amigo, que não conegui conversar se balançarem, muito, e agradaram os presentes, muitos jovens, que piram demais nos meninos, nas luzes, nos efeitos do teclado de Diogo, na escaleta de Gabriel.

E aqui uma observação: quem tem um Caio na vida não precisa de muito mais coisa não. Falante, faz música o tempo todo com tudo e qualquer situação, é muito divertido, boa gente, bom coração. Empenhado, monta, desmonta e arruma as coisas no palco com tanto zelo, dá prazer vê-lo em ação. Sempre disposto, fica o tempo todo sacando se tá tudo bem e olhando pra ele você vê que ele tá feliz. Ainda não tinha escrito nada, mas to com essa admiração desde o começo da turnê.

No fim de tudo, nos separamos: uma Isis e dois Conejos na casa de Ricardo, dois Tourtons num amigo de Dimmy e três Tourtons e um Conejo na casa de Dna. Neuza. Motorista num hotel, começava ali, silenciosa, a saga pra Aracaju.

 



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