Fazendo música, jogando bola: quinto dia na estrada

Gabriel Ruiz | Enxame | Tour Sudeste

Antes de cair na estrada, café da manhã em Bauru, com pão, requeijão, manteiga, bolachas de maizena, leite, achocoltado e café preto. Como não íamos almoçar, pedimos para o pessoal do Enxame caprichar e deu pra comer à vontade. Em Guaxupé, a passagem de som estava marcada para as 17h, por isso foi preciso sair antes do meio-dia. Mas claro que a gente não conseguiu.

No decorrer da viagem era possível notar uma mudança na paisagem, da vegetação, que ia se tornando mais rasteira. Perto das 16h paramos num posto para aliviar a fome. Minas  Gerais já dava as caras no estabelecimento, com doces caseiros, de leite, bananinha, bolachinhas e doces em pedaços, bem típicos. Na prateleira de revistas, dois dos quatro andares estavam repletos de revistas de mulher pelada. Tinha outras prateleiras de madeira com briquedos, bolas, caminhões em miniatura e adesivos bizarros.

Mas o pessoal nem ligou muito, a diversão mesmo foi uma bola tricolor. Arthur, vocal da Cabruêra, sacou a bola do cesto e comecou a jogar, dentro da conveniência. Na segunda embaixada, achei que ia dar merda, mas a bola só pingou na gôndola, em cima da bolacha wafer e por sorte voltou sem causar estrago. O pequeno corredor virou campinho, os jogadores se alternaram e até clientes entraram na brincadeira…

Bauru sem tomate é misto

Quando li “Bauru” no cardápio de letrinhas amarelas no letreiro negro, daqueles bem antigos, achei que fosse o clássico presunto, tomare e queijo. Mas era um outro tipo de lanche: contra-filé na chapa, queijo, cebolas e tomate, com pão tipo de hambúrguer. Na opinião geral, o pior lanche da tour até ali, avaliado em duas estrelas.

Enquanto comia bananinhas, Di Deus contava a “saga do Kombão”. No ano passado, o Caldo de Piaba embarcou em uma turnê à bordo de uma kombi, com o seu respectivo dono, o motorista. Como havia pendências, o piloto prometeu acertar todos os documentos que estavam irregulares. Malas prontas, kombi carregada e na primeira blitz constatou-se que a carteira do motorista vencera há um ano. “Cara, foi muita sorte. O policial olhou e falou, vai pode ir, vai, vai. Dai em diante eu assumi o volante e toquei”, conta.  A viagem não tinha chegado nem à metade. As estórias estão relatadas no blog da banda “Piaba no Kombão“, espaço aliás que Di Deus redige diários de bordo frequentemente.

Chegada em Guaxupé
Depois da parada, mais duas horas na van. Com uma hora de atraso estacionamos a van mercedes com capacidade para quase 20 pessoas ao lado do Teatro Municipal, local que abrigaria a 1ª Noite Fora do Eixo na cidade. Douglas Rodrigues, do Bee Rock, aguardava em frente ao Teatro e fez sinal de rock n roll logo que percebeu a van. Depois de dez minutos já estava completamente à vontade com todos nós, do jeito que a gente gosta. Ele é gente boníssima, aliás.

Vai ser um show histórico, é a primeira vez que Guaxupé recebe uma turnê integrada como essa, com tantas cidades e produtores envolvidos. Quando realizamos o Grito Rock também foi histórico, porque foi o primeiro evento da história da cidade transmitido ao vivo pela internet.

Era o início de uma noite de sucesso, uma das mais marcantes da turnê até aqui…

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